A invenção, é preciso aceitar humildemente, não consiste em criar do nada, mas a partir do caos. Antes de tudo, os materiais devem estar disponíveis – ela é capaz de dar forma a substâncias obscuras e informes, não de trazer à vida a substância em si. Em tudo o quanto concerne à descoberta e à invenção, mesmo o que pertence à imaginação, somos continuamente lembrados da história do ovo de Colombo. A invenção consiste na capacidade de captar as potencialidades de um assunto e no poder de moldar e organizar as ideias por ele sugeridas(Mary Shelley, 1831).

Aula

Certa vez, em uma entrevista, o filósofo Gilles Deleuze falou algo que sempre me faz pensar. Ele dizia que “uma aula não tem como objetivo ser entendida totalmente. Uma aula é uma espécie de matéria em movimento… Cada um pega o que lhe convém”. Me parece que ele fala do tempo de espera, de maturação e reverberação na formação de um pensamento. Algo adormecido que só acorda no momento certo, continua Deleuze. Não acredito que ele esteja se referindo a qualquer assunto ordem pragmática. Ele se refere a emoção necessária na relação entre ensinar e aprender. Algo que não vem somente da racionalização de conteúdos e leituras. Com meus alunos, trafego da razão para a emoção, sempre em uma fronteira entre o pensar pragmático e o deixar-me levar pelo bloco de sensações, para citar novamente Deleuze, que a linguagem possibilita.

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